Fundação de Rotarianos de São Paulo no
Dia Mundial da Paz
Na data estabelecida em 2001 pela ONU para lembrar a paz, religiosos, rotarianos, diversas entidades e a imprensa reuniram-se em prol da paz, não-violência e pela união dos povos.
Coral infantil com Ana Puk.
Apoiando a iniciativa da Associação Comercial de São Paulo, a Fundação de Rotarianos de São Paulo, o s Distritos Rotários da Grande São Paulo e diversas entidades participaram, no dia 21 de setembro, da celebração do Dia da Paz, no Pateo do Collegio, sob o tema "Marco da Paz pela união dos povos". O evento contou com a presença de cerca de 50 estudantes estrangeiros do intercâmbio do Rotary International, com as bandeiras de seus países, estudantes do ESPRO - Associação de Ensino Social Profissionalizante, dos Centros de Aprendizagem e Monitoramento( Camp-Pinheiros e Camp-Oeste) e da Legião Mirim do Rotary, que vestiram a camiseta confeccionada especialmente para a ocasião com o apoio da FRSP, além da apresentação de corais infantis com a participação de Ana Puk e do coral da terceira idade do Sesc, a realização de culto ecumênico, que reuniu religiosos de 14 vertentes religiosas e a leitura da carta da Paz Sustentável, pelo apresentador e cantor Ronnie Von.
Jovens do intercâmbio do Rotary, do ESPRO e do Camp-Pinheiros, pela paz.
"Essa juventude que está aqui diz muito mais do que eu posso falar. A vocês, cabe uma missão muito especial, que é a esperança que um povo não pode perder, de um mundo melhor", disse Alencar Burti, presidente interino da Associação Comercial de São Paulo. Durante o evento, também falaram, os Governadores de Distritos do Rotary dr. Clóvis Prada e Paulo Eduardo de Barros Fonseca, respectivamente, do D-4610 e D-4430.
Ao lado do presidente interino da ACSP, Alencar Burti, os Governadores de Distritos do Rotary, Clóvis Prada e Paulo Eduardo de Barros Fonseca.
Após fazer um minuto de silêncio pela paz em todo o mundo e tocar o sino no Marco da Paz em São Paulo, no período da tarde, foi realizado o Simpósio A Paz Sustentável - O papel da mídia, no prédio da Associação Comercial de São Paulo, evento destinado, principalmente, a jornalistas, comunicadores, órgãos governamentais e sociedade civil. Participaram das apresentações diretores da Rede Paz, da Ipaz, da Associação Comercial de São Paulo e jornalistas do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo e da Associação Nacional de Jornais.
As apresentações abordaram algumas das questões que levam à violência e ao homicídio no país, como as drogas lícitas e ilícitas e o papel da mídia e dos jornalistas no contexto atual das notícias que, conforme citado, preocupa todos, pois "tivemos uma inversão de valores e a violência é o grande astro no momento", disse a jornalista Mara Ribeiro, do Sindicato de Jornalistas de São Paulo.
Após fazer um minuto de silêncio pela paz no mundo, os balões abrilhantaram o evento.
O presidente dr. Eduardo de Barros Pimentel, da Fundação de Rotarianos de São Paulo falou na abertura do simpósio e deixou suas palavras, ao final, retomando o que foi dito durante o simpósio. "Quando citaram em termos de que as boas noticias não são veiculadas mas aquelas que criam um impacto, que chocam, essas sim, por pequenas que sejam, passam a ter uma dimensão, um sensacionalismo, pela emotividade que causam. Mas elas não constróem muitas vezes, aja visto o noticiário que acompanhou esse evento do PCC. Eu lia os jornais e começava a sentir que os jornais, que a mídia, de uma maneira geral, passou a ser um veículo de informação para o mal".
Entrega do marco da paz, pela Associação Comercial de São Paulo, para o presidente da FRSP, dr. Pimentel.
Porém, citou que, "nós todos, seja a mídia, empresários, professores, engenheiros, comerciantes, todos nós precisamos de mais educação e uma educação diferente. Quando passamos pela escola, não estamos mais ansiosos para acumular conhecimentos e nem os professores precisam ter essa preocupação. Eles precisam dar mais do que informação, precisam dar formação e nós, como alunos, temos que aprender a aprender para, com o conhecimento que temos, julgar as realidades do momento, procurar saber as necessidades do futuro e nos estruturarmos não para hoje, mas para o que vem amanhã", disse dr. Pimentel, que concluiu:
"E essa é uma obrigação de todas as classes, inclusive do jornalista, do editor, do redator, do empresário da informação, porque, hoje, nós temos responsabilidades cada vez maiores e este mundo tecnológico e o mundo da comunicação e da comunicação instantânea podem trazer grandes benesses e podem nos ajudar a alcançar a paz, mas podem, também, nos levar para o que nós vivemos. Essas colocações eu senti nas preocupações dos jornalistas que aqui falaram e eu me sinto muito feliz de ouvi-los falar assim".
O propósito deste evento foi ao encontro de um dos pilares principais do Rotary, que é "a aproximação dos profissionais de todo o mundo visando à consolidação das boas relações, da cooperação e da paz entre as nações".
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