CIP/P.L.O.P.
Faculdades Integradas Rio Branco já oferecem ensino de Libras como disciplina obrigatória no curso de Pedagogia

De acordo com o decreto n.º 5.626, de 22 de dezembro de 2005, que regulamenta a lei n.º 10.436 - que dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais -, as instituições de ensino superior da rede pública e privada deverão incluir o ensino de Língua Brasileira de Sinais (Libras) como disciplina obrigatória nos cursos de Pedagogia e Fonoaudiologia. As Faculdades Integradas Rio Branco, que já formaram alunos surdos, já adaptaram sua grade curricular.


A Fundação de Rotarianos de São Paulo, mantenedora das Faculdades Integradas Rio Branco, mantém também a Escola Especial para Crianças Surdas (EECS), desde 1977, pois desde aquela data já se preocupava em promover a inclusão social dos surdos. Para ampliar esse trabalho, as crianças surdas foram inseridas nas salas regulares do Colégio Rio Branco, a partir da 5ª série do Ensino Fundamental, e no Centro de Ensino Profissionalizante Rotary (CEPRO) - outras entidades mantidas pela Fundação.

Nas Faculdades Integradas Rio Branco, há intérpretes de Libras em todos os cursos de graduação desde que um surdo seja matriculado. O curso de Pedagogia, em cinco anos, formou alunos surdos que estão no mercado de trabalho. A regulamentação da lei n.º 10.346, promulgada pelo decreto 5.626 de dezembro último, aprimorará o trabalho que a Fundação de Rotarianos de São Paulo vem prestando à comunidade surda, ao inserir LIBRAS na grade curricular do curso de Pedagogia já a partir deste ano. Esse Decreto torna obrigatório o ensino da Língua nos cursos de formação de professores para o exercício do magistério e nos cursos de Fonoaudiologia, a partir de um ano de sua publicação.

Segundo a coordenadora do curso de Pedagogia das Faculdades Integradas Rio Branco, Maria Genny Caturegli, as instituições de ensino superior - que já inserirem Libras na grade curricular estarão aprimorando a qualidade do ensino. "Há muitas vantagens com a inserção de LIBRAS como disciplina obrigatória. Além de ampliar as oportunidades do mercado de trabalho tanto para surdos como para ouvintes, é um importante passo para a educação no sentido da inclusão social e da integração. Quanto antes as instituições adaptarem suas grades curriculares, tanto mais os novos alunos de Pedagogia e de Fonoaudiologia terão embasamento para lidar com a comunidade surda, contribuindo para a formação", concluiu.

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