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Faculdades Rio Branco na 6ª Mostra de Artes do Cursinho da Poli

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Alunos e professores participam da mostra, com palestras de diversos temas, como Inclusão Cultural.

Alunos, professores e a coordenadora do curso de Pedagogia, profª. Maria Genny Caturegli, das Faculdades Integradas Rio Branco, participaram, de 21 de outubro a 3 de novembro, da 6ª Mostra de Artes do cursinho da Poli, com palestras para alunos e convidados.

Com o tema Inclusão Cultural, os alunos César Paranhos, de Jornalismo e Sylvia Lia, de Pedagogia, ele cadeirante e ela surda, juntamente com a coordenadora do curso de Pedagogia, profª. Maria Genny e com a participação da Escola Gênesis, abordaram, no dia 21 de outubro, as dificuldades que pessoas portadoras de necessidades especiais encontram, como acesso a lugares públicos e a falta de intérpretes nas escolas, e ainda contaram suas experiências de vida.

Os alunos da Escola Gênesis fizeram a abertura da palestra das FRB, apresentando a peça teatral No Limits, que aborda o combate ao preconceito e a dificuldade que os cadeirantes, surdos ou cegos encontram. A peça No Limits ganhou o 3º lugar do prêmio de criatividade em concurso realizado nos EUA.

Aproveitando a oportunidade para esclarecer algumas dúvidas, o aluno César Paranhos contou um pouco de suas experiências e da entrevista que realizou com um ex-presidiário, abordando os diferentes tipos de preconceitos. "Esta oportunidade, hoje, deve servir para mostrar que somos seres normais. O preconceito existe pela desinformação. Sempre tive isso como um incentivo, pois desafios sempre existem. Você tem que aceitar e viver a realidade, para poder viver bem".

Para César, além dos portadores de necessidades somente conseguirem empregos que não respeitam sua dignidade, ainda existe uma grande dificuldade para os cadeirantes. " Além dos meios de transporte e calçadas com pouco acesso, sem rebaixamento das guias, o grande problema ainda são os banheiros. Até nisso somos excluídos".

A profª. Maria Genny contou um pouco da estrutura das Faculdades Integradas Rio Branco, planejada para oferecer aos alunos cadeirantes facilidades de acesso em toda a instituição, devido a não haver degraus, inclusive banheiros apropriados. "A instrução transmitida aos professores tão logo os alunos surdos começaram a participar das aulas, foi de manter as salas em círculos, falar sempre de frente e não falar quando escrevem na lousa", explica a profª. Genny.

Sylvia Lia contou sua experiência desde a infância, quando estudou em sala de ouvintes, sem acompanhamento de intérprete, e de como é hoje, nas FRB. "Estudei em escola de ouvintes, sem nenhum acompanhamento, e acabei aprendendo com os livros, que eram meus grandes amigos. Como não tive intérprete senti muita dificuldade e não sentia vontade de ir para a escola. Hoje, na faculdade, contando com intérprete, posso dar opiniões, falar sobre a Educação. Me sinto igual aos outros", conta Sylvia.

No dia 27 de outubro o tema abordado pela profª. Maria Isabel Pacheco Castro, do curso de Pedagogia foi A Palavra, um diálogo interativo com os participantes, sobre os diversos sentidos da palavra, dentro da semântica das linguagens. " O objetivo da palestra é estimular a investigação do significado das palavras, seus diversos sentidos e interpretações adequadas. É abordar a palavra como criação e arte" explica Isabel.

Encerrando a participação da Rio Branco na mostra, no dia 3 de novembro, a profª. Maria Alice de Castro Rocha, de Pedagogia, falou sobre Arte e Ciência, enquanto Arte, pensando a Ciência e as diferenças e similaridades entre ambas ". A Ciência tem a grande responsabilidade de transformar ou melhorar nossas vidas; a Arte tem a preocupação de tocar nossa sensibilidade, criar impacto, sentido e significados". Maria Alice explicou ainda como elas se co-relacionam. "Por exemplo, a Arte pode explicar a Ciência com impacto e maior percepção (como uma peça teatral); enquanto os cientistas podem desvendar os significados de uma arte (como um quadro antigo).


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