Celebração dos 20 anos do Grupo de Teatro Rio Branco reúne no palco alunos e ex-alunos
"Acredito que a platéia sentiu nossos corações nas apresentações. A necessidade da arte, a força da fé e do sonho são partes inseparáveis do Grupo de Teatro Rio Branco". Vanessa Bruno
No dia 27 de junho de 1986 o sonho virava realidade: o Grupo de Teatro Rio Branco ganhava vida. Hoje, 27 de junho de 2006, vinte anos depois, Vanessa Bruno (ex-aluna), que dirigiu a peça comemorativa aos vinte anos do grupo, junto com toda a equipe de direção (composta por Paulo Falzoni, Beatriz Curado, Rodrigo Biancardi, Carlos Baldim, Rita Galante, Luiz Renato, Marcela Sanchez e Marina Martins), reuniu nos palcos do Colégio Rio Branco 67 alunos e 30 ex-alunos, formados entre 1985 e 2005, além da participação especial dos ex-riobranquinos: Alexandre Edelstein, Dan Stulbach, Paulo Falzoni, Priscila Maiotto, Rodrigo Felberg, Rodrigo Duco Guerreiro e Sérgio Felberg que se emocionaram ao rever amigos e interpretar cenas da primeira peça em que atuaram no Colégio Rio Branco.
Após muitos ensaios, dedicação, companheirismo e esforço conjunto nasceu o espetáculo, que trouxe em seu enredo uma história de amor, de sonhos e fantasias, misturando o mundo real, o mágico e o louco. Para Vanessa Bruno, a realização dessa peça tem um gosto todo especial. "A segunda peça que eu fiz como aluna foi a peça de comemoração dos 10 Anos, Outra Noite de Sonho Amor e Fantasia 10 Anos Depois, dirigida por Dan Stulbach . Hoje, poder dirigir a peça que celebra os 20 anos do Grupo de Teatro Rio Branco, reencontrar tantas pessoas e contar a história deste grupo é um prazer indescritível", contou Vanessa. |
20 anos de Uma noite de Sonho,
Amor e Fantasia. |
A intenção com a peça foi convidar pessoas que já integraram o Grupo de Teatro Rio Branco para juntar-se aos nossos alunos nessa comemoração. "Partindo dos filmes do Chaplin e tendo o sonho como tema para as improvisações, recebi inúmeras cenas dos alunos e ex-alunos e criei um texto que pudesse colocar todas as 97 pessoas no palco", com
plementou.

Espetáculo reuniu no palco do Rio Branco
alunos e ex-alunos. |
O espetáculo (20 anos de) Uma Noite de Sonho, Amor e Fantasia foi uma homenagem a todos que, um dia, já subiram nesse palco, uma criação coletiva inspirada em diversos textos, como dos escritores William Shakespeare, Fernando Pessoa e Clarice Lispector. A peça trouxe algumas referências e personagens da peça original, de 86, a primeira apresentada e criada pelo Grupo de Teatro Rio Branco, que teve a criação do texto e a direção de Carlos Veiga Filho e Paulo Falzoni, o "Coruja". |
A peça, apresentada nos dias 21, 23, 26 e 27 de junho, nas unidades Granja Vianna e Higienópolis, divertiu e emocionou pais, alunos, convidados e a equipe pedagógica do Colégio Rio Branco. Presentes ao espetáculo, os diretores do Colégio falaram da importância do teatro para o aluno e de como foi acompanhar o grupo durante essa trajetória.
"O teatro possibilita ao aluno expressar seus talentos e competências, bem como a oportunidade de exercer influência pessoal para a construção de uma sociedade mais consciente dos princípios da ética, do amor, do respeito ao próximo, da cidadania e, finalmente, da liberdade com responsabilidade", disse o diretor da Unidade Higienópolis, prof. Daniel Ferreira Júlio. Na Unidade Granja Vianna, a diretora, profª. Esther de Almeida Carvalho falou: "Eu tenho parte na história do Grupo de Teatro Rio Branco. Para mim, ver todas essas gerações, participando de um único sonho e juntas, aqui, proporcionando isso para as futuras e antigas gerações, é tudo que eu podia esperar. É um presente".
Antes da apresentação, alguns ex-alunos, hoje, profissionais de sucesso, contaram um pouco como foi a experiência no Grupo de Teatro Rio Branco.
Dan Stubalch, ator
"Fazer teatro aqui é um ato de amor, um ato de celebração da sua diferença, da sua opinião, da amizade. Fazer teatro neste palco, com esse público e com essas pessoas é único, pelo menos foi para mim. Fiz o primeiro, dirigi o de 10 anos, estava no de 15 e estou aqui, no de 20. Sou muito agradecido a tudo.
Comecei a fazer teatro porque eu queria que se repetisse, na minha vida, o encontro mágico que eu tive aqui, com pessoas espetaculares, num grupo em que o teatro não era para que se fizessem atores. Eu sou, inclusive, uma exceção, pois, ao longo de 20 anos, talvez, no máximo, dez pessoas quiseram seguir a carreira artística. O Grupo de Teatro Rio Branco não criou atores; ele criou melhores pessoas.
Foi muito emocionante esse reencontro de gerações, de pessoas que fizeram teatro comigo quando eu estava aqui, pessoas que foram meus alunos, outras que conheci agora. Eu vejo, no brilho dessa galera que está lá, olhando para mim agora, o mesmo brilho nos olhos que eu tinha, a mesma possibilidade que eu encontrei de me expressar, de dizer coisas, de ter um momento inesquecível para minha vida".
Paulo Falzoni "Coruja", publicitário
" Essa peça tem algumas referências àquela de 86 que escrevi. Na verdade, eu adaptei um monte de peças para colocar 120 crianças no palco. O espetáculo durou 3 horas e o auditório estava absolutamente lotado. Foi uma grande adaptação, pois a grande idéia era colocar todo mundo no palco porque o que queríamos era nos divertir e colocar a criançada para se divertir também.
Não existe nada que eu tenha feito na minha vida que tenha sido tão transformador como montar esse grupo. O teatro tem uma capacidade, principalmente nessa idade da criançada, de aumentar a sensibilidade das pessoas, criar uma relação de amizade, união, uma intimidade de almas que não existe em nenhum outro lugar. A coisa mais importante que aconteceu na minha vida foi o dia que eu entrei na sala do professor Primo (antigo diretor do colégio) e ele falou assim: ‘ vamos lá, vamos fazer o grupo de teatro’, e minha vida mudou". |
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