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CIP/P.L.O.P.
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Ao falar sobre o que o ano de 2008 representou para a Fundação de Rotarianos de São Paulo, quero, em primeiro lugar, agradecer o empenho e a dedicação de diretores, conselheiros, gestores, educadores e colaboradores. São eles os grandes e indispensáveis parceiros na construção de uma obra que vem se firmando como referência em educação, há mais de 60 anos.

Perpassando o olhar pelas inúmeras atividades das instituições mantidas pela Fundação, vejo um fio que conduz ao comprometimento com a qualidade, com a internacionalidade e com o futuro. Vivemos em um mundo de rápidas transformações, sobretudo no plano tecnológico, impelindonos a inovar constantemente e a realizar com qualidade cada vez mais apurada. Nossa missão tem sido oferecer as condições ideais de desenvolvimento educacional de crianças e jovens e de garantir aos nossos educadores orientação firme para ajudar na realização dessa obra.

Ressalto a importância das visitas que fizemos e das que recebemos; as viagens a países de notórios méritos no campo da educação e as parcerias com entidades do mundo acadêmico e empresarial.

Da mesma forma, nossa atuação na presidência da Comissão Interpaíses Brasil-Portugal & Países de Língua Oficial Portuguesa vem se revelando uma oportunidade especial para que a Fundação atue, em âmbito internacional, na defesa e valorização da língua portuguesa, comum a 260 milhões de habitantes de oito países em quatro continentes. A aproximação que proporcionamos cria um ambiente de solidariedade e conhecimento recíproco entre nossos povos, que fortalece a imagem e a importância da CPLP-Comunidade de Países de Língua Oficial Portuguesa.

Projeto vislumbrado no primeiro estatuto da Fundação, as Faculdades Integradas Rio Branco preparam-se para comemorar, em 2009, seus 10 anos de atividades, atendendo à demanda por um ensino alinhado à modernidade. Diretores e professores se destacaram ao pensar as questões educacionais no Brasil e participar de eventos nacionais e internacionais voltados à discussão de práticas em suas áreas. Da mesma forma, os alunos das Faculdades obtiveram reconhecimento público de suas habilidades e competências em eventos que identificaram e premiam talentos. Professores e especialistas convidados estimularam a reflexão sobre questões da atualidade, contribuindo para que os alunos pensassem sua carreira e sua vida profissional futura à luz da realidade do País e do mundo.

O Colégio Rio Branco passou a integrar, em 2008, o Programa de Escolas Associadas (PEA), da Unesco, o que o credencia a partilhar práticas educacionais com instituições de todo o mundo, por meio de projetos inovadores na área da ciência e da cultura, voltados à promoção da paz. Abusca permanente pela qualidade, no ensino e na aprendizagem, determinou ações da equipe profissional de educadores, na forma de visitas a instituições internacionais, encontros vinculados às demais entidades mantidas pela Fundação, e realização de cursos de aperfeiçoamento. Os alunos do colégio protagonizaram atividades de caráter nacional e internacional, em várias áreas, demonstrando preparo físico, emocional e intelectual, como, também, comprometimento com questões importantes da atualidade, que afetam a humanidade.

A Escola para Crianças Surdas Rio Branco promoveu, em 2008, o "Congresso Internacional de Educação para Surdos - Bilinguismo: Práticas e Perspectivas", repercutindo suas práticas para além do Brasil e reafirmando sua missão de estimular a inclusão e a convivência com a diversidade. Em diversas oportunidades, os alunos dessa escola participaram de atividades em interação com crianças e jovens surdos e ouvintes, preservando sua singularidade e, ao mesmo tempo, alargando a compreensão das relações humanas. Com o objetivo de divulgar a língua brasileira de sinais junto à comunidade riobranquina, a escola promoveu, em 2008, cursos básicos dirigidos a alunos do Colégio Rio Branco e oficinas voltadas para os professores, com o objetivo de atender, cada vez mais, os alunos surdos que passam, a partir da 5ª série, a frequentar classes regulares do colégio.

O Centro Profissionalizante Rio Branco (Cepro) indicou caminhos para jovens em busca do primeiro emprego e atendeu empresas na sua necessidade de fazer cumprir a Lei do Aprendiz. Estimulou o aprendizado, num sentido amplo, levando à compreensão de que a competência é fruto de um conjunto de atitudes e posturas que o profissional deve manter ao longo da vida. Alargando sua missão, o Cepro estabeleceu parcerias com instituições sindicais de diversos setores, o que representa oportunidades para seus alunos e a extensão de seu projeto para surdos e pessoas com deficiência física. Paralelamente às atividades de estudo, os alunos do Cepro tiveram expressiva atuação no campo da arte, por meio do Coral e do Grupo de Jovens Poetas, que levaram alegria a diversos públicos.

Olhando mais longe, vislumbro, para o futuro, desafios cada vez maiores, mas identifico, também, para enfrentá-los, disposição e competência crescentes em todos os que atuam na construção da nossa obra, inclusive nossos alunos, ex-alunos e suas famílias. Inspirados pela visão dos que sonharam a Fundação e pela firmeza e competência dos que a dirigiram antes de nós, reafirmamos a crença nos valores da ética, do trabalho e da busca constante da excelência nas nossas ações para a formação de cidadãos responsáveis perante si e a sociedade.

Eduardo de Barros Pimentel
Presidente


>> Relatório Anual 2008.